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Jacareí, 07.02.2021 | Aparição e Mensagem do Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora | Jubileu do 30º Aniversário

VÍDEO DA APARIÇÃO:

https://youtu.be/ntuvH_NrGu4

VÍDEO DO CENÁCULO:

https://www.apparitionstv.com/apptv/video/1484 




JACAREÍ, 7 DE FEVEREIRO DE 2021

JUBILEU DO 30º ANIVERSÁRIO DAS APARIÇÕES DE JACAREÍ

MENSAGEM DO SAGRADO CORAÇÃO E DE NOSSA SENHORA

AO VIDENTE MARCOS TADEU TEIXEIRA







(Sagrado Coração): Amados filhos meus, eu, JESUS, venho hoje no Aniversário das Aparições da minha Mãe Santíssima comigo aqui para dizer-vos:

Que os 30 anos das Aparições dos nossos Dois Corações aqui são 30 anos de amor, foram 30 anos de amor!

Sim, são 30 anos de amor em que os nossos corações não cessaram de chamar todos vocês à conversão, à oração, ao sacrifício, ao amor e a viverem uma nova vida em mim, o Deus de todos vocês.

Foram 30 anos de amor, são 30 anos em que os nossos Corações com uma angústia tremenda perseguiram a todos vocês, perseguiram vocês nos caminhos de pecados onde vocês estavam. E de muitos modos e por graças retumbantes os nossos Corações os tiraram do charco de lodo do pecado e os trouxeram aqui para viverem e começarem uma nova vida no nosso amor e na nossa graça.

São 30 anos de amor em que os nossos Corações não cessaram de perdoá-los, de ajudá-los, de beneficiá-los com toda a sorte de graças dos Nossos Corações e de derramar sobre vocês sempre mais bençãos sobre bençãos.

São 30 anos de amor em que os nossos Corações continuamente afastaram de vocês tantos castigos que a justiça do meu Pai queria descarregar para punir o mundo dos seus crimes e pecados e alcançaram para vocês a misericórdia.

Sim, ao longo desses 30 anos eu não cessei de oferecer os méritos das minhas Santas Chagas, do meu Sangue preciosíssimo, da minha Paixão e a minha Mãe também não cessou de oferecer os méritos das Dores e Lágrimas dela para alcançar a misericórdia de todos vocês. Por isso, meus filhos, esses 30 anos são anos de amor extremo dos nossos Corações por vocês.

Hoje, chamo todos vocês a abrirem os seus corações a mim e à minha Mãe e a acolherem definitivamente o nosso amor, porque verdadeiramente o Aniversário de 30 anos das nossas Aparições aqui indica a todos vocês que já está muito próxima a minha Segunda Vinda.

Sim, estão muito próximos do Novo Céu e da Nova Terra e agora todos aqueles que tombarem no meio do caminho, no meio do caminho ficarão.

Na minha primeira Mensagem que dei aqui em 1994 eu disse: que tudo o que estivesse podre cairia e não se levantaria mais.

Sim, tudo aquilo que estiver corroído pelo mal, pelo pecado não se levantará mais. Por isso, meus filhos, guardem-se de todo o mal, de todo o pecado, convertam-se verdadeiramente, vivam as nossas mensagens com amor, para que vocês verdadeiramente sejam dignos de entrar no Novo Céu e na Nova Terra que preparamos e traremos em breve para vocês.

Rezem o Rosário da minha Mãe Santíssima todos os dias, para que vocês possam com as moedas de ouro das Ave-Marias do Rosário adquirir a entrada de vocês no Céu.

Os nossos Corações deram a maior prova de amor à humanidade quando iniciaram as nossas Aparições aqui com a primeira vinda da minha Mãe no mesmo dia de hoje há 30 anos atrás.

Desde então, eu não cesso de entoar com a minha Mãe o meu cântico de amor por toda a humanidade e esse cântico de amor permanecerá para sempre por mais que o meu inimigo queira destruí-lo não conseguirá.

Por fim, os nossos Corações triunfarão e então, toda a humanidade conhecerá: a nossa bondade, a nossa misericórdia e todas as nações me aclamarão seu único Deus, Senhor e Rei e aclamarão minha Mãe finalmente Rainha, Corredentora e Medianeira de toda a humanidade.

Então, daremos a paz ao mundo e finalmente os nossos Corações trarão para todos vocês um novo tempo de Paz!

Apressem a conversão, porque em breve virão mais castigos ao mundo. Guardem-se de fazer pecados contra a minha Mãe. As blasfêmias, as ofensas contra mim perdoarei, mas as blasfêmias e pecados feitos contra a pessoa da minha Mãe Santíssima não serão perdoados de maneira nenhuma… de maneira nenhuma!

Sim, são pecados contra o Espírito Santo e não serão perdoados nem nesta e nem na outra vida.

Guardem-se portanto de ofender a minha mãe e principalmente de pecar contra a minha Mãe nas Aparições dela aqui traindo o amor dela, preferindo o pecado e pagando com ingratidão as graças da minha Mãe, porque isso não será perdoado nem nesta e nem na outra vida.

Rezem, somente com o Rosário vocês podem adquirir a graça da perseverança para jamais traírem o nosso amor.

Rezem o Rosário com o coração e criem nos seus corações o verdadeiro amor a mim e à minha Mãe tendo por nós uma verdadeira fé, uma verdadeira fidelidade e também, um verdadeiro e filial amor.

A todos eu abençoo agora com amor, especialmente você meu filhinho Marcos, obrigado pelo sim que você deu à minha Mãe há 30 anos atrás e que abriu a porta da salvação para todos estes meus filhos.

Obrigado pelo sim que você manteve ao longo de todos os anos mesmo carregando uma pesada cruz e sendo tantas vezes esmagado: pela cruz da traição, do abandono, da falsidade, da maldade das pessoas.

Sim, você suportou um cruel martírio durante esses 30 anos meu filho e verdadeiro mártir você pode ser e será chamado como se tivesse derramado o seu sangue por mim, porque você ao longo de todos esses anos sacrificou tudo e derramou tantas e tantas lágrimas amargas de tua alma por mim e por minha Mãe.

Então, meu pequeno mártir e vítima de amor aguenta este martírio por mais um pouco de tempo e em breve ele será consumado. E então, os nossos corações com o sacrifício e oferta da tua vida finalmente triunfarão e o império infernal será derrubado para sempre.

Eu te abençoo e abençoo também a você meu amadíssimo filho Carlos Tadeu, obrigado por ter vindo consolar o meu coração e o Coração da minha Mãe. Você tirou 302 mil espinhos dos nossos Corações.

Agora eu te abençoo, abençoo também os meus eleitos, os m
eus escolhidos, os meus pequeninos escravos de amor 
e a todos vocês aqui presentes: de Dozulé, de Paray-Le-Monial e de Jacareí.”



(Maria Santíssima): Eu sou a Rainha e Mensageira da Paz!

Queridos filhos, hoje, quando vocês celebram aqui com grande alegria os 30 anos das minhas Aparições com o meu filho Jesus e todo o Céu, venho novamente para dizer-lhes: ‘É preciso santificar-se! A santidade é um caminho difícil, mas o seu fim é real, eterno e glorioso!’

É preciso santificar por isso, abandone todo o pecado, rompam definitivamente com tudo o que os escraviza aos vícios e ao pecado e vivam uma vida santa no amor, na graça de Deus e no amor do meu Coração.

É preciso se santificar por isso, digam adeus a todas as coisas mundanas, vivam uma vida santa, centrada no meu filho Jesus, em mim, nas nossas mensagens de amor e nas coisas santas do Céu, que em comparação com a Terra são as únicas dignas de serem desejadas e amadas.

Renunciem a todas as coisas terrenas, pois em breve tudo isso será reduzido a cinzas pelo fogo da Justiça de Deus, que eu anunciei em Akita no Japão e somente os justos serão salvos.

Aqueles que colocarem completa confiança em mim, obedecendo as minhas mensagens, renunciando ao mundo e vivendo a perfeita consagração a mim serão salvos.

Aqueles que rezarem o meu Rosário, com obediência todos os dias e se esforçarem por viverem minhas mensagens não conhecerão o furor do fogo da Justiça Divina que eu anunciei em Akita, nem o fogo eterno do inferno.

Por isso, meus filhos, rezem sem cessar agora mais do que nunca para que verdadeiramente vocês possam ser dignos de entrar no novo Céu e na nova Terra.

Sim, as minhas Aparições aqui são o grande sinal da Mulher vestida de Sol que o Senhor coloca no firmamento do Brasil, do mundo, desta geração, para mostrar a ela o verdadeiro caminho que deve seguir que é: o caminho da oração, da conversão, do sacrifício, do amor a Deus, do desprezo do mundo e seus prazeres. Se ela, se a humanidade seguir esse caminho será salva.

A humanidade caiu tão baixo agora que se tornou completamente insensível a todo o raio de graça do Céu e sozinha não pode mais encontrar o caminho da salvação. Somente um milagre da misericórdia e da graça de Deus pode salvá-la e reconduzi-la pela estrada certa da conversão, da salvação e da paz.

Por isso, chamo as almas generosas a formarem com o meu filho Marcos a corte de almas ‘chamas incessantes de amor’ que com as suas vidas repletas de orações, de sacrifícios, de sofrimentos generosamente oferecidos, possam em união comigo alcançar e mesmo arrancar da misericórdia divina o milagre que poderá reconduzir a humanidade de volta ao Senhor pelo caminho da salvação.

Sim, somente este milagre pode salvar a humanidade da Terceira Guerra Mundial e de um extermínio geral de toda a raça humana e também dos castigos que todos os dias ela provoca da Justiça de Deus.

Por isso, meus filhos, unam-se ao meu filhinho Marcos formando uma corte de almas ‘chamas incessantes de amor’ que com as suas vidas abrasadas de oração intensa, de sacrifício e de dor generosamente oferecida para alcançarmos juntos este milagre que é a única coisa que pode salvar este mundo.

A poucos dias atrás dei mais detalhes ao meu filhinho Marcos sobre o 10º Segredo. Está chegando a hora do ser humano pagar por todos os pecados que fez, por todos os pecados com que ofendeu e traiu o amor de Deus, será terrível!

Somente uma grande força de oração e sacrifício podem salvar o mundo agora. Por isso, levantem-se almas ‘chamas incessantes de amor’ e sigam o meu filhinho Marcos pelo caminho do verdadeiro amor que há tantos anos ele segue: o verdadeiro amor ao Senhor e a mim. Oferecendo as suas vidas pela salvação da humanidade e dedicando todo o tempo de vocês a me ajudar a salvar almas como faz o meu filhinho Marcos.

Então, verdadeiramente raiará para essa humanidade a hora da salvação, da graça e da misericórdia.

Sim, os 30 anos das minhas Aparições aqui são a maior prova de amor do meu coração por toda essa geração e por toda a humanidade. Foram 30 anos de amor intenso do meu Coração, onde eu nunca deixei: de amar, de socorrer, de amparar e de salvar todos os meus filhos!

Mas quantos deles pagaram com ingratidão todo este amor e tudo o que fiz por eles.

Vocês ‘almas chamas incessantes de amor’ deem-me o amor de vocês para reparar toda essa ingratidão e toda essa traição ao meu amor.

Amem-me por todos os que não me amam.

Obedeçam-me por todos que não me obedecem, sirvam-me por todos que não me servem e ajudem-me por todos que não me ajudam.

Então, verdadeiramente, meu Coração Imaculado triunfará em vocês e através de vocês e o mundo então, conhecerá os tempos dourados do Triunfo do meu Coração Imaculado.

E toda a lágrima dos olhos de vocês será enxugada, e finalmente vocês entoarão comigo os hinos da vitória, da graça e da paz.

A todos abençoo, especialmente a você meu filhinho Marcos, por toda a sua obediência a mim e a sua fidelidade ao longo de todos esses 30 anos.

Pelos 30 anos de cansaço fazendo tantos e tantos cenáculos por tantos lugares para salvar as almas dos meus filhos, obrigada!

Pelos 30 anos de humilhações tantas vezes pedindo ajuda aos corações duros para levantar o meu Santuário e para espalhar as minhas mensagens de amor aos meus filhos, obrigada!

Pelos 30 anos de traições, de falsidades e mentiras de tantas pessoas que te magoaram, por meu amor, obrigada!

Pelos 30 anos de ingratidões que você suportou mesmo depois de ter ajudado, amado, alimentado, vestido, curado e mesmo carregado nos braços tantas almas que pagaram todo o seu amor com ingratidão, obrigada!

Pelos 30 anos me servindo continuamente rezando mais de 235 mil Terços e Rosários, fazendo os meus Rosários meditados, os filmes das minhas Aparições, da vida dos Santos para converter e salvar os meus filhos, obrigada!

Pelos 30 anos do seu ‘sim’ continuamente repetido a mim mesmo sob o peso esmagador da cruz, obrigada!

Eu te abençoo agora filhinho meu, você é todo meu e eu sou toda sua! Você é Marcos Tadeu de Maria e eu sou Maria de Marcos Tadeu, por isso meu filho agora te abençoo com todo o meu amor e te digo:

Hoje, a sua morada lá no Céu aumentou em glória e esplendor pelos muitos méritos que você ao longo de toda a vida ajuntou servindo-me com tanto amor. E ao mesmo tempo aumentou também em esplendor, beleza e glória a morada que você deu ao seu pai, ao pai que te dei.

Assim, recompenso regiamente a você e aquele que você mais ama e que eu mais amo também e derramo sobre todos esses meus filhos muito amados aqui a minha graça.

A todos eles digo: Perseverem no meu amor, perseverem na oração!

Abençoo todos vocês queridos filhos, especialmente aos meus escravos de amor: de Fátima, de Lourdes e de Jacareí.”




MENSAGEM PARTICULAR DE NOSSA SENHORA RAINHA E MENSAGEIRA DA PAZ


(Maria Santíssima): “Meu filhinho Carlos Tadeu, hoje, no Aniversário de 30 anos das minhas Aparições digo a você:

Obrigada! Obrigada, pelo sim que você deu a mim desde o primeiro dia que você veio aqui. Mas especialmente, obrigada, pelo sim mais profundo que você deu a mim aceitando a missão de ser o pai do meu filho eleito, da alma privilegiada, do escolhido do meu coração e também aceitando com ele levar com mais força e ardor as minhas mensagens ao mundo inteiro.

Obrigada, por tantos e tantos cenáculos que você fez para mim, para salvar as almas dos meus filhos e para trazê-los todos a mim. O meu Coração exulta de amor e de alegria e digo a você:

Você verá brilhar um dia em grande glória no Céu todos esses sacrifícios que você tem feito cansando-se tanto em viagens tão cansativas para fazer os meus cenáculos e levar aos meus filhos: a minha graça, a minha chama de amor, a minha palavra materna que cura e salva os meus filhos do pecado. Obrigada!

E fica sabendo filho, que no mesmo dia de hoje há 30 anos atrás, quando eu apareci pela primeira vez ao meu filhinho Marcos, aquela grande alegria que ele sentiu no coração dele não era somente por me ver. Mas também, por ele ter sentido por graça minha toda a efusão de graças que eu derramei sobre você naquele momento mesmo que você disso não soubesse, não tivesse consciência e nem que o meu filho Marcos te conhecesse.

Sim, ali naquele dia eu já uni vocês dois nos meus planos maternos, e então, aguardei o tempo oportuno e determinado pela providência divina para trazer você aqui e unir você ao meu filho Marcos definitivamente, para que um completasse o outro. E assim, os dois pudessem levar todos os meus filhos pela estrada da oração, da conversão, da salvação e da paz em direção ao Triunfo do meu Coração Imaculado.

Por isso, filho meu, não tenha medo porque eu estou com você e guio cada passo seu e cuido de tudo o que acontece a você e daquilo que também está reservado para você. Todas as graças, todas as grandes missões que confiarei a você junto com o meu filhinho Marcos você fará e o meu Coração Imaculado te guiará e te conduzirá sempre pelo caminho certo que te levará à vitória segura do meu Coração.

Fique sabendo, que no momento em que eu pedi ao meu filho Marcos que desse toda a vida dele a mim em 1991 e se ele fizesse isso aceitando levar a cruz a grande missão que eu lhe dava com amor, muitas almas seriam salvas, era da sua alma que eu também estava falando.

Sim, e o meu filho Marcos disse aquele ‘sim’ que abriu para tantas almas, mas em primeiro lugar para você a porta do Céu, uma morada no Céu que te foi dada pelo filho mais amoroso, mais abrasado de amor pelo pai como a Terra jamais conheceu outro em toda a sua história.

Sim, se o amor do meu filho Marcos não só por mim mas também por você fosse fogo natural, dissolveria, não somente esta cidade mas este país inteiro. Por isso, filho meu, acolhe com grande alegria este grande amor que eu coloquei no coração do meu filho Marcos por você, pois através deste amor e neste amor você sentirá todo o meu. E então você sentirá quanto é doce, quanto é profundo, quanto é imenso o meu amor por você e você então terá a paz e a verdadeira alegria em mim.

Alegre-se, porque eu dei a você o melhor do melhor dos filhos e o filho no qual manifestei sinais que nem nos filhos mais santíssimos meus que estiveram sobre a Terra eu manifestei. Repito isso continuamente a você, para que você disso tenha certeza e a sua alegria esteja em mim e seja completa.

Por meio deste filho muito te beneficiei e ainda muito mais te beneficiarei.

E escute atentamente filho meu, quando eu estava voltando de Éfeso para Jerusalém, o inimigo infernal planejou mais uma vez tirar a minha vida, provocou uma grande tempestade no mar que sacudia o navio em que eu e o meu filho João estávamos. Então, todos vendo que a embarcação naufragava começaram a desesperar-se e lançar-se ao mar.

Conheci pela luz divina que aquilo era obra da serpente infernal que assim agitava furiosamente as ondas contra a embarcação em que estava para matar-me.

Ofereci minha vida ao Senhor mais uma vez por você, para que então, aquele sacrifício alcançasse para você copiosas graças.

O meu divino filho aceitou comprazido o meu oferecimento mas decretou que o inimigo infernal se afastasse e a tempestade cessasse pois era de sua vontade santíssima que eu chegasse à Jerusalém, para assim: aconselhar, orientar e despedir-me pela última vez dos apóstolos que de minhas palavras teriam sempre tanta necessidade.

Então, toda a tempestade cessou e pudemos prosseguir nossa viagem em segurança até o nosso destino.

Assim ofereci aquele grande sofrimento e aquela grande dor que senti por você. Por isso, nada tema nunca porque eu estou com você sempre, sempre te protegerei e com os méritos de minhas dores alcançarei sempre tudo, tudo para você. E tudo que você pedir pelos méritos das minhas dores e lágrimas e também pelos sacrifícios, pelos méritos dos sacrifícios de seu filho, do filho que te dei você também conseguirá.

Assim encherei sua vida de novas e retumbantes graças e te coroarei sempre mais de vitória, alegrias e júbilo.

Eu te abençoo agora generosamente e te digo:

Hoje, derramo sobre você 5.000 graças especiais, fruto das graças deste dia bendito e também fruto dos méritos dos 30 anos de serviço do seu filho Marcos e que ele ofereceu unicamente por você e você receberá mais 5.000 no próximo domingo e nos próximos meses sempre no primeiro domingo durante 5 meses você receberá mais 5.000 graças.

Assim, te cúmulo com as minhas bençãos.


Abençoo a todos vocês e digo: Perseverem no meu amor filhinhos, porque o tempo marcado pelo Senhor está chegando, os tempos estão se tornando maduros nos decretos divinos e nos segredos do meu Coração Imaculado.

E agora, verdadeiramente, faltam apenas 20 minutos para acabar o dia da misericórdia e assim chegará o dia temível da Justiça do Senhor.

Avante, não desanimem estarei sempre com vocês! E especialmente com você Carlos de Maria e com você também meu filhinho Marcos e com vocês meus postulantes, meus filhos amados, meus consagrados: Geraldo, João e Marcos do meu Coração Imaculado que tanto amo.

A todos deixo a minha paz e a todos agora derramo a minha benção especial e materna.

Eu sou Maria de Carlos Tadeu e de Marcos Tadeu.

A paz!”


MENSAGEM DE NOSSA SENHORA APÓS TOCAR OS OBJETOS RELIGIOSOS


(Maria Santíssima): “Conforme já disse, onde quer que um desses terços e objetos santos cheguem ali estarei viva com o meu filho Beniel e o meu filho Liriel, os meus anjos levando grandes graças do meu Coração Imaculado para todos os meus filhos.

A todos abençoo com amor agora novamente para que sejam felizes e deixo a minha paz.”



As Dores Mentais de Jesus em sua Paixão - reveladas a Santa Camila Batista Varani

As Dores Mentais de Jesus em sua Paixão - reveladas a Santa Camila Batista Varani



INTRODUÇÃO

Camila Batista Varani, filha de Júlio César, Senhor de Camerino, monja Clarissa do Mosteiro de Santa Maria Nova (atualmente Santa Clara) em Camerino, escreveu este breve tratado por ordem expressa de Jesus, em agosto de 1448, e o endereçou à Irmã Pacífica Benedetti, então sua abadessa.


A origem desta obra é narrada pela própria Autora em sua Autobiografia[1]. Eis o que ela nos conta: “Um dia, mal havia me colocado em oração, logo me foi dito: ‘Vá e escreva aquelas dores mentais da Paixão que tu sabes’. Eu me desculpei e disse: ‘Meu Senhor, não sei nem mesmo por onde começar. Pois não quero dizer de nenhum modo que estas coisas são minhas.’ Foi-me dito: ‘Comece assim: Houve uma alma muito desejosa de nutrir-se...’ e etc...’ E foram-me ditadas duas páginas.


Logo levantei-me e obedeci a tal ordem. As palavras eram-me tão abundantes que não pensava naquilo que queria dizer”.


A Bem-aventurada, na sua profundíssima humildade, termina com uma amarga reflexão: “Quão penosa notícia foi para mim aquela ordem, quase como se Jesus quisesse dizer-me: ‘Eu vejo que o vaso de tua alma é muito sujo. Assim, exala o bálsamo das minhas dores mentais, expande-o sobre os outros, porque a ti, infecta, não podem mais agradar...’ Eis porque as escrevi”[2].


AS DORES MENTAIS DE JESUS NA SUA PAIXÃO


As páginas seguintes se referem às Dores mentais (dores da alma, do coração) de Cristo bendito.


Após voltar de Urbino a Camerino, falava seguidamente com minhas co-irmãs, para a consolação delas e minha. Dizia ter ouvido estas considerações de uma monja de Urbino, para que não pensassem que fosse farinha do meu saco. Irmã Pacífica muitas e muitas vezes me pediu para colocá-las por escrito. Protelava, dizendo que escreveria somente após a morte daquela santa irmã.

Quando, por ordem expressa de Jesus, preparei-me para escrever, enderecei estas páginas à Irmã Pacífica Benedetti, que era então a minha abadessa. Escrevi ter recebido a revelação de uma piedosa monja de Urbino. Para dar crédito à ficção, ia repetindo: “aquela alma santa, aquela alma bem-aventurada...me disse assim”.


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Estas devotíssimas considerações sobre as dores mentais de Jesus Cristo na sua Paixão foram comunicadas pelo próprio Deus, pela sua misericórdia e graça, a uma santa monja de nossa Ordem de Santa Clara.


Esta irmã falava seguidamente comigo. Eu as dirijo fielmente para a utilidade das almas enamoradas da Paixão de Jesus Cristo.


Primeira dor mental de Jesuspelas almas que se perdem

Houve uma alma muito desejosa de nutrir-se e saciar-se dos alimentos amaríssimos da Paixão do amantíssimo e doce Jesus, a qual, após muitos anos de ardente oração, por Sua graça admirável, foi introduzida pelo próprio Jesus no mar amaríssimo de seu Coração apaixonado.


Ela me dizia — enfim — que Jesus muitas e muitas vezes a havia imerso naquele imenso mar, ao ponto de fazê-la implorar: “Não mais, Senhor, não mais, que tanto sofrimento não posso suportar”. Isso, creio, porque Jesus sempre concede com abundância e benignidade a quem lhe pede com humildade e perseverança.


Aquela alma bendita me dizia que na oração pedia seguidamente a Deus com grande intensidade: “Ó meu Senhor, eu te peço que tu me introduzas no santíssimo tálamo de tuas dores mentais. Mergulha-me naquele mar amaríssimo, pois ali desejo morrer se agrada a ti, doce vida e amor meu. Diga-me Jesus, esperança minha: quanto foi grande a dor do teu amantíssimo coração ?”


E Jesus bendito lhe dizia: “Sabe quanto foi grande a minha dor? Foi grande como é grande o amor que tenho pelos seres humanos”.


Aquela monja me confiou que já outras vezes Deus a havia feito compreender, na medida do possível, a imensidão de seu Amor pelos seres humanos. Revelou-me coisas tão belas e devotas; porém ser-me-ia muito demorado escrevê-las.


Quando o Senhor lhe dizia: “Tão grande foi a dor quanto é grande o Amor que tenho pelos seres humanos”, pela intensidade de amor que Deus lhe comunicava, caía em delírio; era constrangida a apoiar a cabeça por causa da fadiga que lhe apertava o coração. Somente após bastante tempo recuperava as forças e então pedia assim: “Ó meu Deus, tu me disseste quão grande foi a tua dor, dize-me agora quantas penas sofreste no teu coração?”


E Jesus docemente lhe respondia: “Sabes, minha filha, foram inumeráveis e infinitas, porque inumeráveis são as almas que se separam de mim por causa do pecado. São membros que se desarticulam de mim, sua Cabeça, tantas vezes quantas pecam gravemente. Esta é a pena mais cruel que sofro no meu coração: a desarticulação dos meus membros. Pensa na dor atroz daquele que é martirizado, ao qual são arrancados os membros. Considera  que martírio foi o meu, à visão de tantas almas perdidas, separadas de mim.


A separação de um membro espiritual é tanto mais dolorosa quanto a alma é mais preciosa do que o corpo. A preciosidade da alma nem tu nem nenhuma pessoa poderá compreender plenamente. Somente eu conheço a nobreza da alma e a vileza e miséria do corpo; porque somente eu criei a uma e a outro. Nem tu, nem outra criatura nenhuma será capaz de compreender a tortura crudelíssima sofrida pela separação de membros tão caros a mim.


Quanto mais grave o pecado, mais atroz é a minha pena. Sabendo que a vontade perversa deles será eterna e, por isso, eterno o seu tormento, era imensa a angústia que me atravessava o coração. Aquelas almas diletas nunca mais estarão unidas e conjugadas a mim, sua Cabeça. Este “nunca, nunca, nunca mais” é aquilo que atormenta e atormentará eternamente, mais do que qualquer outro sofrimento, aquelas almas desventuradas.


Este “nunca, nunca” me causava uma pena tão aguda, que teria escolhido viver, não só uma vez, mas infinitas vezes, todas as separações que foram, que são e serão. Vivê-las-ias todas  para dar, ainda que fosse a uma só alma, a felicidade de reunir-se aos eleitos que viverão eternamente em espírito de vida, procedente de mim que dou a vida a cada ser vivo.


Considera quanto me é preciosa uma alma se, para aproximá-la de mim, quereria viver todas as minhas dores, não uma vez, mas infinitas vezes. E este “nunca, nunca” aflige tanto aquelas pobres almas que sofreriam mil infinitas penas para poder reunirem-se a mim, sua Cabeça, por uma vez ou ao menos por um instante. A intensidade da pena é, pois, proporcional à gravidade da culpa. Assim foi o meu sofrimento pela separação.


Como este “nunca, nunca” afligia a mim mais do que tudo, assim a minha justiça quer que este “nunca, nunca” atormente eternamente os perdidos mais do que qualquer outro mal. Pensa quantas dores repercutiram no meu coração durante a minha Paixão até minha morte por todas as almas perdidas”.


Então — assim continuava aquela alma bendita — nascia em minha alma um forte desejo, por divina inspiração, de expor minha perplexidade. Por isso, com grande temor e reverência, e junto a grande simplicidade e confiança, lhe disse: “Ó meu doce, doloroso Jesus. Ouvi dizer que tu, meu apaixonado Deus, sentiste em ti as penas de todos os perdidos. Queria saber se tu sofreste verdadeiramente todos os tormentos do inferno como: frio, calor, fogo, os espasmos dos membros batidos e despedaçados pelos espíritos infernais. Dize-me, Senhor meu: sentiste tudo isso? Meu Jesus, derrete meu coração só ao pensar em tua grande bondade. Tu falas com tanta doçura e condescendência a quem te procura e te quer!”


Então Jesus, benigno, lhe respondia graciosamente e a ela parecia que as suas perguntas não o desagradassem. “Minha filha, eu não senti todos os tormentos dos perdidos do modo que disseste, pois eram membros mortos, arrancados de mim, sua Cabeça. Eis um exemplo: se tivesses uma mão ou qualquer outro membro arrancado de ti, tu sentirias grande, indizível dor, enquanto lhe é cortado ou arrancado. Mas quando aquele membro fosse separado de todo, mesmo se batido, colocado no fogo, despedaçado por cães e lobos, não sentirias nenhuma dor, pois é membro morto, pútrido, completamente separado do corpo. Afligir-te-ias, porém, vendo-o batido, queimado, devorado, etc., pois é tua carne.


Assim foi para mim. Enquanto durou a separação, mas juntamente a esperança de vida, senti em mim infinita pena e também todos os afãs que aquelas almas sofreram nesta vida; pois até a morte deles não diminuía a esperança de que poderiam se reunir a mim. Mas depois da morte, não senti  mais pena alguma, porque então eram membros mortos, separados e excluídos eternamente de viverem em mim, verdadeira Vida. Profundo sofrimento, porém, era ver no fogo eterno, entre indizíveis tormentos, almas que foram meus membros.


Esta é a dor mental que sofri pelos perdidos”.


segunda dor mental de Jesuspelos eleitos

A outra dor que me perpassou o coração foi pelos eleitos. Sabes, filha, a mesma dor que provei pelos perdidos me dilacerou também pelos eleitos, pois pecando mortalmente se separaram temporariamente de mim. Como era grande meu amor pelos membros eleitos, que com boas obras se uniam a mim — sua Vida — e de mim se separavam pecando, do mesmo modo era grande a dor que eu sentia.


A minha dor diferia daquela que sentia pelos perdidos somente nisto: para os perdidos, membros mortos e desligados de mim não sentia pena alguma; com os eleitos, em vida e após a morte, condividia cada sofrimento e amargura, isto é, os tormentos de todos os mártires, as penitências de todos os penitentes, as tentações dos tentados, as doenças, as perseguições, os exílios, etc. Senti vivamente cada pena dos eleitos como tu sentirias se te furassem um olho, uma mão, um pé.


Pensa quantos foram os mártires e quantas as torturas que cada um deles sofreu, quantos foram os sofrimentos de todos os eleitos e a variedade das suas penas. Se tivesses mil olhos, mil mãos, mil pés e mil outros membros e em cada um sentisse mil penas, não seria refinado suplício?


Os meus membros, minha filha, não foram nem mil, nem milhares, mas infinitos. As várias penas não foram milhares, mas infinitas, porque inumeráveis foram os sofrimentos dos mártires, das virgens, dos confessores e de todos os outros eleitos.


Como jamais poderás compreender quais e quantas são as formas de beatitude e glória e os prêmios preparados no Paraíso para os justos, assim não é possível que compreendas quais e quantas são as penas mentais sofridas por mim pelos eleitos. Por justiça divina, beatitude, glória e prêmios serão proporcionais às penas sofridas.


Eu senti sobre mim em quantidade e qualidade toda a intensidade das penas que os justos sofreram no Purgatório. E isto porque os eleitos não eram membros pútridos, separados de mim como os perdidos. Eram membros vitais que viviam em mim, Espírito de Vida, prevenidos com a minha graça e benção.


Como tu sentirias viva dor por cada batida ou rasgo feito a um membro teu, que está deslocado e despedaçado até ser colocado no lugar, assim eu sentia em mim todos os tormentos que no Purgatório sofreram os meu membros eleitos, pois eram vivos e destinados a reunir-se a mim, sua Cabeça.


Entre as penas infernais, e aquelas do Purgatório, há somente esta diferença: aquelas são eternas e estas temporárias; no Purgatório as almas sofrem de boa vontade, com alegria e paz, rendendo graças a mim, suma justiça. Isto queria dizer-te da pena mental sofrida pelos eleitos”.


Quisesse Deus que pudesse recordar-me das devotas palavras que ouvi daquela alma santa enquanto, chorando amargamente, dizia-me ser capaz de compreender — na medida que era agradável ao Senhor — a gravidade e o horror do pecado. Quanta pena, quanto martírio havia dado ao seu amantíssimo Jesus, separando-se dele, sumo Bem, para unir-se às coisas vis deste mundo!


Recordo-me de que, entre muitas lágrimas, assim se exprimia: “Ó meu Deus, quão grandes e infinitas penas te dei, salva-me, que sou uma condenada. Ó Senhor, nunca teria pecado, nem mesmo venialmente, se soubesse o quanto o pecado te ofende. Porém, sei que faria até pior, se tua mão não me sustivesse. São tantas estas tuas penas, meu doce e benigno Senhor, que tu não pareces mais um Deus, mas antes um ‘inferno’ de penas amorosas”. Assim, por santa simplicidade, aquela alma bendita muitas vezes o chamava.


Terceira dor mental de Jesuspela santíssima virgem, sua mãe

Então, o amorosíssimo e bendito Jesus assim continuava: “Escuta, minha filha. Devo dizer-te coisas amaríssimas; a dor da minha Mãe Imaculada foi o agudo punhal que passou e traspassou minha alma. Ela esteve tão aflita e amargurada por minha Paixão e Morte como nenhuma pessoa viva esteve ou estará.


Por isso no Paraíso nós[3] elevamos Maria, sublimada e premiada sobre todas as criaturas humanas e angélicas. Agimos sempre assim. Quanto mais a criatura é humilhada, aflita, aniquilada neste mundo por meu Amor, tanto mais por divina justiça é elevada e glorificada no Reino dos Céus.


Como neste mundo não houve pessoa mais angustiada do que minha santíssima Mãe, assim no Céu não há e nunca haverá alguém semelhante a ela na glória.


Como na terra a minha Mãe apenas foi a segunda depois de mim nas aflições e penas, assim o é também no Céu em poder e glória, porém sem a minha divindade, da qual partícipes somente Nós, Pai, Filho e Espírito Santo. Todos os sofrimentos e dores que eu — homem Deus — suportei, sofreu-os também a minha diletíssima Mãe. Eu em grau mais alto e perfeito, porque Deus e homem, e ela como simples criatura.


Tanto me angustiou a sua dor que, se fosse agradável ao meu Eterno Pai, escolheria sentir em dobro todos os tormentos da Paixão para tirar de minha Mãe cada sofrimento. Mas, embora implorasse com inúmeras lágrimas ao Pai Celeste esta graça, não me foi concedida, pois o meu infinito martírio deveria acontecer sem nenhuma consolação”.


Então aquela santa monja confiava a mim, Irmã Batista, que se lhe despedaçava o coração, considerando a dor imensa da gloriosíssima Virgem, e não conseguia murmurar outra coisa além destas palavras: “Ó Mãe de Deus, não quero mais chamar-te Mãe de Deus, mas Mãe das penas, Mãe das dores, Mãe de todas as aflições que jamais se poderão dizer nem pensar. Se o teu Filho é um abismo de dor, com que outro nome poderei chamar-te, a não ser Mãe das dores?”


E assim continuava: “Não mais, meu Senhor, não mais! Não digas mais nada das dores de tua bendita Mãe, pois sinto não podê-las suportar. Basta-me isto por toda a vida, mesmo se devesse viver por mil anos”.


quarta dor mental de Jesus: pela enamorada discípula madalena

Jesus, vendo aquela monja tão angustiada, não insistiu mais sobre as penas de sua Mãe e começou a dizer: “Podes tu medir as dores que provei pelas penas e aflições de minha dileta discípula e caríssima filha Maria Madalena? Nem tu, nem outros poderão  compreender a minha perfeição, Mestre amante, e a dileção e a bondade dela, discípula amada. Talvez, quem amasse alguém e fosse correspondido pudesse entender alguma coisa, se tivesse a experiência de um amor santo e espiritual. Mas um amor assim perfeito não existe sobre a terra porque não se encontrará mais um tal Mestre e mesmo uma tal discípula.


Excetuada minha santíssima Mãe, não existe pessoa que mais sofreu pela minha Paixão e morte, como Maria Madalena. Se minha Santíssima Mãe lá estivesse, depois de minha Ressurreição, apareceria a ela, antes de Madalena. Como Madalena foi a mais aflita depois de minha bendita Mãe, assim, depois de minha dolorosíssima Mãe foi ela a mais consolada.


No doce repouso que João, ‘meu dileto discípulo’ gozou sobre o meu sacratíssimo Coração na última Ceia, eu o fiz prever a minha gloriosa Ressurreição e o imenso fruto dado aos homens pela minha Paixão e Morte. Embora João sofresse  mais do que todos os outros discípulos, não penses que a sua dor superasse aquela da enamorada Madalena. Ela não possuía a capacidade de compreender coisas altas e profundas como João, o qual, embora sofrendo, não impediu a minha Paixão e Morte, porque conhecia o grande bem que viria depois.


Não era assim para Madalena. Vendo-me morto, parecia a ela que faltasse o céu e a terra, porque somente eu era sua esperança, a sua paz e toda a sua consolação. Ela, ‘sem ordem nem medida’ me amava, por isso ‘sem ordem nem medida’ foi a sua dor, que eu conheci plenamente e senti em meu ânimo, pois dela recebi toda a ternura que pode vir de um amor santo e espiritual; ela me amava perdidamente.


Os meus  discípulos, ainda não desprendidos das coisas terrenas, retornaram às suas redes, mas esta santa pecadora não retornou ao mundo, mas totalmente inflamada e flamejante de santo desejo, não podendo mais ver-me vivo, ansiosamente me procurava morto. Nenhuma criatura poderia, então, amar e gozar, a não ser o seu Mestre, vivo ou morto.


Vês que, para reencontrar-me morto, Madalena deixou até mesmo a companhia e a presença viva de minha diletíssima Mãe, que é a mais amável que se possa ter neste  mundo. Para Madalena, não aparecia nada, nem mesmo a visão e as doces conversas com os Anjos. Assim cada alma, quando me ama intensamente,  não se aquieta e nem repousa com nenhuma outra presença, mas somente em mim, seu Deus amado.


Tão grande foi a dor desta minha discípula dileta, que muitas vezes teria morrido se não a sustentasse com minha Força e Graça. A sua dor imensa repercutia agudamente no meu apaixonado coração e intensificava minhas penas. Não permiti, porém, que lhe fosse aliviada tanta dor, porque queria fazer dela aquilo que realmente ela foi: a apóstola dos Apóstolos. Foi ela, com efeito, que anunciou a verdade de minha gloriosa Redenção aos Apóstolos, como estes o fizeram, depois, a todo mundo.


Queria fazer dela, como de fato a fiz, modelo, espelho e norma de vida contemplativa vivida na solidão e no segredo. Nesta contemplação escondida, Madalena viveu trinta e três anos, sentindo e gozando os últimos efeitos do amor, o quanto é possível gozar e sentir nesta vida mortal”.


quinta dor mental de JESUS: pelos amados discípulos

Outra dor que me feria a alma era a lembrança do colégio dos Apóstolos; colunas do céu, fundamento da minha Igreja, ovelhinhas sem pastor. Vi-os andarem dispersos, sentia todas as penas e os martírios que por mim suportariam. Nunca um pai amou tanto seus próprios  filhos, nem irmão aos irmãos, nem mestre os próprios discípulos, quanto eu amei estes meus amantíssimos filhos, irmãos e discípulos, os Apóstolos.


Embora eu tenha amado e ame sempre todas as criaturas com amor infinito, todavia amava com amor particular os irmãos com os quais vivi. Assim, particular dor sofreu por eles a minha apaixonada alma. Mais por eles do que por mim, repeti aquelas amargas palavras: ‘A a minha alma está triste até a morte’.


Deixava-os privados de seu pai e mestre; esta separação me angustiava tanto, quase como uma segunda morte. Seria bem duro de coração quem não chorasse, relembrando e meditando as doces palavras que dirigi aos meus Apóstolos no último discurso na Ceia do adeus. Aquelas palavras brotavam do profundo do meu coração. Parecia que quisessem arrebentar no peito por causa do amor.


Vi quem seria crucificado vivo por causa do meu nome, quem seria esfolado vivo, quem seria decapitado, todos aqueles que por amor a mim sofreriam cruéis martírios. Esta visão foi de grande dor para mim.”


E Jesus continuava: “Pensa, minha filha, quanto sofrerias se uma pessoa amada santamente por ti, fosse injuriada e maltratada por tua causa. Mas eu, para meus Apóstolos, fui causa não somente de injúria, mas de atrozes torturas e de morte; não somente para um, mas para todos. Não há imagem que possa mostrar-te a amplitude desta minha dor.”


Sexta dor mental de Jesuspelo amado discípulo judas, o traidor

Uma outra dor íntima traspassava o meu coração apaixonado. Uma faca com três pontas agudíssimas e envenenadas me penetrava na alma amargurada: a ingratidão e a perfídia de meu discípulo traidor Judas, por mim tão amado; a dureza e esquecimento de meu povo eleito e predileto, o povo judeu, a cegueira e maldade de todas as criaturas que existiram, existem e existirão.


Considera quanto foi grande a minha pena pela ingratidão de Judas; eu o havia escolhido entre o número dos meus apóstolos, perdoei todos os seus pecados, fiz dele realizador de milagres, dispensador dos bens de nossa família apostólica. Sempre demonstrei-lhe particular amor para desviá-lo de seus maus propósitos. Mas quanto mais amor lhe dedicava, sempre mais maquinava traição. Quanto me amargurava a cegueira e dureza de seu coração! Quando, humilde e amorosamente, inclinei-me diante dele para lavar-lhe os pés, o meu coração não pode reprimir um pranto cheio de amargura.


E dos meus olhos saiam rios de cálidas lágrimas, enquanto minha alma ia repetindo: ‘Ó Judas, que te fiz para que tu me traias? Ó Judas, desventurado discípulo, é este o último sinal de amor; porque tu te afastas assim do teu pai e mestre? Ó Judas, se queres trinta denários, porque não vais até minha e tua Mãe? Ela venderá a si mesma para libertar a ti e a mim deste grande perigo e da morte. Ó discípulo ingrato, eu com tanto amor te beijo os pés e tu, com vil traição me beijarás a boca? Que troca! Choro tua perdição, caro e dileto filho, não a minha paixão e morte, pois para isso vim a este mundo.


Estas palavras e outras semelhantes dirigia a ele com o coração, regando-lhe os pés com abundantes lágrimas. Mas ele não se dava conta, porque eu estava ajoelhado à sua frente com a cabeça inclinada, no ato de lavar-lhe os pés, e meus longos cabelos cobriam meu rosto repleto de lágrimas.


Mas meu amado discípulo João, que acompanhava e notava cada ato meu, percebeu bem o meu amoroso pranto. Compreendeu que cada lágrima minha procedia da ternura do amor. Como um pai, perto da morte, quer prestar um extremo serviço ao filho único, assim também eu o fiz. Lavei e beijei os pés de Judas, meu filho, e com grande ternura os aproximei e os estreitei junto à minha sacratíssima face.


João, águia que voa mais alto que todos, mais morto que vivo por causa do estupor e da admiração, guardava todos os meus gestos. Alma sensibilíssima, foi o último diante do qual me ajoelhei para lavar-lhe os pés. Quando me viu ao chão, abraçou-me e ficou estreitado junto a mim, fundindo as suas lágrimas às minhas. Sem voz me falava, dizendo: ‘Ó caro mestre, irmão, pai, meu Senhor e meu Deus, como pudeste lavar e beijar com tua sacratíssima boca os pés daquele cão traidor? Ó meu Jesus, querido mestre! Tu nos deixas um exemplo perfeito, mas nós pobrezinhos, que faremos sem ti, que és todo o nosso bem? Que fará, que dirá a tua desventurada Mãe quando lhe contar esta tua infinita humildade? A tua bondade me despedaça o coração. Porque queres lavar-me estes pés cheios de lama e pó e os queres beijar com tua dulcíssima boca? Ó meu Deus, estes novos sinais de amor são para mim sinais certos de infinita dor’. Ditas estas e outras palavras, que comoveriam um coração de pedra, com muita vergonha e reverência, João abandonou os pés entre as minhas mãos e deixou-se lavar”.


E  voltando-se sempre àquela santa monja, Jesus concluiu assim: “Disse a ti estas coisas para fazer-te compreender a profunda dor que me afligiu pela ingratidão de Judas, o traidor, que recompensou com vil esquecimento os sinais de particular preferência que lhe dei sempre até à última hora”.


Sétima dor mental de Jesuspor seu predileto povo Judaico

Pensa, minha filha, quanto me afligiu e traspassou a alma a ingratidão e obstinação do povo judaico. Eu o fiz grande; povo santo e sacerdotal, escolhido como minha parte e herança sobre todos os povos da terra. Libertei-o da escravidão do Egito, das mãos do Faraó. Guiei-o a pés secos através do Mar Vermelho. Fui para ele coluna de nuvens durante o dia e luz durante a noite, alimentei-o durante quarenta anos com o maná. Sobre o Monte Sinai lhes dei a santa lei; tornei-o vitorioso contra seus inimigos. No meio daquele povo tomei carne humana; por toda a minha vida eduquei-os, ensinando o caminho do Céu. Naqueles anos fiz para eles vários milagres: iluminei os cegos, fiz ouvir os surdos, curei os paralíticos e enfim dei novamente a vida também aos mortos.


Quando entendi que com tanto furor invocavam a libertação de Barrabás e queriam que eu fosse crucificado e morto, parecia que meu coração arrebentasse.


Quem não experimenta não pode compreender, minha filha, quanto é dilacerante receber todo o mal justamente daqueles aos quais se deu todo o bem. Quanto é duro e amargo ouvir urrar em alta voz: ‘Viva! Viva!’ para quem é merecedor de mil penas e ‘crucifica, crucifica — morra, morra’ para quem é inocente e sumo benfeitor”.


Oitava dor mental de Jesus: pela ingratidão de todas as criaturas

Aquela alma santa me confiava que sentia nascer no coração sentimentos de grande humildade e sinceramente confessava a Deus e a toda a corte celeste ter recebido mais dons e benefícios do que Judas e que todo o povo judeu juntos. Pior e mais ingrata do que Judas era ela por trair Jesus; mais cruel e obstinada que o ingrato povo eleito, ela o havia crucificado e levado à morte.


Considerando isto, aquela santa monja colocava espiritualmente sua alma sob os pés do perdido e maldito Judas, e daquele lugar abissal gritava e chorava em direção ao seu amado Senhor: “Ó meu benigno Jesus, como poderei agradecer tudo o que sofreste por mim? Tratei-te mil e mil vezes pior que Judas. Tu fizeste a ele teu discípulo, e a mim, tua filha e esposa. Perdoaste a ele os seus pecados e a mim, por tua bondade e graça, tudo perdoaste, devolvendo-me a primeira inocência[4]. Tornaste-o dispensador das coisas materiais e a mim, ingrata, dispensaste tantos dons e graças do teu tesouro espiritual. A ele deste o dom dos milagres,  e por mim operaste o sumo milagre de conduzir-me voluntariamente neste lugar santo[5].


Ó meu Jesus, te vendi e te traí não somente uma vez, mas mil infinitas vezes. Ó meu Deus, tu o sabes: pior que Judas te traí com um beijo quando, sob a aparência de amizade espiritual, te deixei e me aproximei de ligações de morte. Se tanto te afligiu a ingratidão do povo hebreu, quanto mais não sofreste por minha causa! Porque eu te tratei de modo pior, após ter recebido de ti, meu bem verdadeiro, tantas graças e benefícios. Meu dulcíssimo Senhor, agradeço-te de todo o coração por haveres me arrancado da escravidão do mundo, do pecado, das mãos do cruel faraó, demônio infernal que dominava a minha pobre alma ao seu bel prazer! Me guiaste, meu Deus, com os pés secos através das águas do mar das vaidades mundanas.


Por tua graça passei à solidão do deserto, neste claustro. Aqui muitas vezes me nutriste do teu dulcíssimo maná, rico de todo bom sabor. Davam-me náuseas todos os prazeres do mundo, perto da menor de tuas consolações espirituais. Agradeço a ti, meu Pai benigníssimo, que muitas vezes com a tua dulcíssima boca sobre o Monte Sinai, da santa oração, me deste a Lei, escrita com o dedo de teu Amor sobre as tábuas do meu duríssimo e rebelde coração.


Agradeço a ti, meu Redentor benigníssimo, por todas as vitórias que me deste contra os meus inimigos, os vícios capitais. Somente de ti e por ti alcancei hoje a minha vitória; da minha malvadeza e do pouco amor que te dou, ó meu Deus, se deve cada uma de minhas derrotas. Tu, ó Senhor, nasceste por graça em minha alma, deste a mim a tua luz, luz da Verdade, Caminho para chegar a ti, verdadeiro Paraíso.


Nas trevas e escuridão do mundo, me fizeste ver, ouvir, falar e caminhar na tua luz. Porque verdadeiramente eu era cega, surda e muda a todas as coisas espirituais. Me ressuscitaste em ti, verdadeira Vida, que dá vida a cada criatura viva.


Mas, ó Deus e Redentor meu, quem te crucificou? Eu. Quem te flagelou à coluna? Eu. Quem te coroou de espinhos? Eu. Quem te deu de beber fel e vinagre? Eu.”


Com reflexões semelhantes sobre as dores sofridas por Jesus, aquela alma bendita concluía dizendo: “Ó meu Jesus, sabes porque te digo isto? Porque a luz da tua graça me fez compreender que muito mais te fazem sofrer os meus pecados do que todas as dilacerações que atormentaram então teu sacratíssimo corpo.


Meu Deus, não fale-me mais das dores que te causou a ingratidão dos homens, pois a tua luz me iluminou para conhecer, ao menos em parte, a minha imensa ingratidão. Considero, por tua inspiração e graça, o quanto te fizeram sofrer todas as criaturas juntas. Nesta consideração o meu espírito se comove por tua imensa e paciente Caridade. A tua bondade nunca se cansa de providenciar para nos, tuas ingratíssimas criaturas, sustento em todas as nossas necessidades espirituais e corporais.

Como nunca poderemos conhecer plenamente as inumeráveis coisas que tu, meu Deus, fizeste no céu, na terra, na água e no ar para nós, vilíssimas criaturas, assim jamais poderemos compreender a nossa indizível ingratidão. Creio que somente tu, meu Senhor, pode saber o quanto pode ser dolorosa aquela amaríssima flecha que traspassou o teu coração por causa da ingratidão de todas as criaturas que existiram, existem e existirão. não passa mês, nem dia, nem hora ou instante sem que tu recebas inumeráveis ofensas. Reconheço e creio que a nossa indizível ingratidão foi uma das mais pungentes espadas que traspassou a tua alma.”


Termino estas poucas linhas sobre as dores mentais de Jesus. Sexta-feira, 12 de setembro do ano do Senhor de 1488[6]. Amém.


Muitas outras coisas ouvidas daquela alma bendita poderei ainda dizer para a utilidade e consolação dos leitores. Porém freio o impulso do meu coração, pois aquela monja ainda está viva. Talvez futuramente Deus me inspirará de juntar outras piedosas considerações, que agora calo por delicadeza.





[1] Camila Batista Varani, Autobiografia, Editrice Ancora, Milano 1983.

[2] Autobiografia, p.52.

[3] Jesus fala como pessoa da Santíssima Trindade.

[4] A inocência batismal.

[5] No mosteiro.

[6] A bem-aventurada tinha trinta anos.



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